domingo, novembro 06, 2016

Ser insignificante

compreender os contextos de quem lhe magoou é tarefa muito difícil, quiçá impossível.
dentro das percepções feministas, ainda sim, tento não personalizar comportamentos - já que  o indivíduo seria senão vítima, tão quanto eu,  preso a esta linguagem falocêntrica - mas me questiono sobre a inerência do sentir. Sempre!
Estou presa na interzona entre a ontologia e a genealogia e vago hora numa, hora noutra.
Hoje, especialmente, não consegui liberta-me do meu ego e me senti tão magoada quanto insignificante.
Sem mais justificativas,  gostaria de culpar o afeto. Pois ele sim é o culpado. Porque na longa discussão entre afeto e apego aparece a indiferença - e esta dói muito - é ela que propõe o que seria o insignificante.

No entanto, logo me compadeço, ao lembrar das formigas, ninguém as nota - são o insignificante. Mas para mim, jamais. São o inverso não do significante, mas em si mesmas..

O olhar já não é minha sina.

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