terça-feira, junho 16, 2015

Peculiaridades da noite

Tenho insistido em ser só, pela busca do "eu" - sublimar velhos pensamentos até que alcem a explosão. É o meu jeito de fazer psicanálise. Meditação às avessas.
 As amizades ganharam outra conotação, são espasmos de sociabilidade frequentes e acontecem somente aos finais de semana. Não é que os amigos tenham se tornado menos importantes, mas são tão essenciais quanto a árvore que avisto do primeiro andar do meu edifício.
Não é de engrandecer esse sentimento. Existe uma carência latente. Eu sei que algo ainda me falta. Não, não é mais o amor como eu acreditava ser, como nós acreditamos ser. O amor não falta, ele simplesmente existe. É mais do que amor, é algo que, na verdade, possibilita o amor. Ainda não consegui codificar tal "coisa" como sensação ou sentimento. Está além do mundo das aparências e talvez da linguagem. Espero que inventem logo uma língua para essa palavra.

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