domingo, dezembro 14, 2014

Tantos minutos

De novo o tempo. Ele anda escorrendo pelas mãos. Nunca pensei que a angustia pelo desconhecido se findaria. Penso em você quase sempre. Interpreto o amor de tantas formas que nem sei como o sinto. Penso em você quase sempre. E compreendo que "o não pensar" nunca existiu - para descartes, para freud, para mim também. Sem raiva. Sem desespero. Mas em eterna nostalgia. Nostalgia é a saudade sem a malemolência brasileira. É a saudade que se cala, não é latina, é melancólica - não se realiza enquanto sentimento, fica na inércia entre ser emoção ou apenas palavra. A lágrima não desce, fica retida na raiz dos cílios. Não há gravidade suficiente. É a tal gaveta onde se guarda os bilhetes antigos. Não se quer jogar fora. Por apego ou por amor? Nem sei mais se existe diferença. Sinto nostalgia por você.

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