sábado, novembro 15, 2014

reposta ao último texto

Converso quase sempre sozinha. Retruco meus próprios pensamentos numa espécie de confusão mental sem fim. A questão do "tempo" vem me atormentado há alguns meses. Antes era a paixão e agora o tempo - tão abstrato quanto.

Ele me olhou com decepção, como se toda a expectativa de alegria do mundo estivesse contida na minha "juventude feminina", naquela moça romântica que achava o mundo belo em todas as circunstâncias. A menina que chorava pelas paixonites mais inúteis. Eu era eternamente efêmera. Com todas pulsões freudianas que não me cansava de repetir. Com conceitos aprendidos superficialmente, eu ia mimetizando a psicanálise em mim: o ego, o id e achava o super-ego coisa de reaça.

Pois é, o tempo. Vivências, paixões, quedas, pessoas, filmes, livros, dor de barriga, doença. O tempo altera células, mentes, corpos. 

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