domingo, julho 27, 2014

mãos geladas

Tempo de reclusão. Invernei eu também, assim como a paisagem. Sem exaltações ou alegria exacerbadas. Com preguiça de gentes, tento sobreviver só de mim. Sem aparência, sem vaidade, mais descrente, ou um tanto realista. Sem cores no cabelo.  É uma fase. Um período assim, onde não se quer nada, apenas viver e fazer parte da existência. Ser mais um tronco, sem mais expectativas. É a epifania às avessas, a completa falta de entendimento que não faz sentido algum, logo não há com o que se preocupar,  a não ser, sobreviver.
Pés, mãos, nariz gelados. Pouca conversa. Poucas saídas noturnas. Achei que eram velhice ou chatices mesmo, mas é só mais um inverno

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