domingo, agosto 25, 2013

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Não é preciso que se entenda tudo, mas que se respeite a decisão alheia. Eu nem sei de onde tiraram tanta forma de julgar no mundo. Sobre vida, sobre amor, sobre escolhas - querem escolher por você sempre a forma de viver que é só sua. Veio 68 , o anticoncepcional e uma vontade louca de amar - de repente freada pelo boom da aids. Depois disso parece que a caretice voltou, no entanto, de formaa soberba, entre aspas, nas entrelinhas. Julgamentos terrenos, pouco prováveis para falar de algo tão magnânimo que é o amor: não tem orgulho, só gênese e perdão.

Quem ama não se importa com o passado, mas cria o presente e se preocupa com o futuro. Pouco importa os outros do outro se o amor já está lá. É o cuidado. A possessividade, porém, é inerente e talvez não estejamos suficientemente evoluídos para viver três amores de uma vez - eu não estou, mas compreendo quem o faz, o amor é acumulativo, ele cria maneiras de se sustentar, não subtrai nunca - só acaba - e às vezes nem isso - quem nunca teve um amor de gaveta?

O amor do outro que se explica com palavras e nunca se entende e nem se vai entender, porque só quem sente pode realizar o sentimento, mas não o codifica, porque é impossível isso de descrever. Leio tanto e entendo menos, só sei que é muito bonito isso de amar, parece morte - pois é mais que vida- só que ao contrário.

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