quarta-feira, abril 03, 2013

Pathos - das aulas de arte e pensamento ou do amor

Um abismo entre nós - o que antes era apenas uma distância de dermes. Você já desamou alguém? Não tinha ideia de algo tão absoluto, alheio a mim. Qualquer coisa por um fio se transforma em outra. Se você comete um, dois erros já foi - vai consertar a ordem dos eletróns, mas eles já estão em outra sintonia. Um barco afunda. Um recem-nascido morre, um amor acaba. Quiçá qualquer vontade carnal relembraria o "tão maior de todos sentimentos". Não se volta atrás nunca. Não se volta para o mesmo lugar, pois o que era foi e não volta ser - tudo é variável. É a perfeição jamais alcançada, o entendimento pleno, a utopia budista. Do pathos vem a paixão, mas também a dor, a doença grega inventada pela cartádica tragédia. Eu queria viver de comédia, mas não sou burra o suficiente, dái o sarcasmo. Amor e sarcasmo combinam em qualquer coisa que não sei explicar, porém, posso dizer que vivo.

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