terça-feira, janeiro 22, 2013

Carta de desamor

Brasília, 22 de janeiro de 2012

Compreende sobre a humanidade que não se basta? Essa única que tira tudo de ruim de cada indivíduo e nutre a terra com dejeto. Mesmo alí do lixo, nasce o amor. Às vezes do ouro, só se tira carvão. Eu sei que o carvão acumulou no meu peito, e quis eliminar duma vez, achando que era troço, sem saber que tinha pedra de verdade dentro. Só sei amar carvão. Pressionado, se transforma em diamante. Condensa o tempo em buraco negro, suga tudo em volta. Não cospe nada. Tenho medo, por isso ainda vivo.

Bárbara

Nenhum comentário: