domingo, novembro 11, 2012

Do ciúme

O desejo que vem da carne é fome, e uma vez com fome sempre tesão. Amor não é puro, se fosse não seria humano, seria divino. Impossível qualquer sentimento que venha da nossa classe transcender a aurea da inocencia sem nenhum tipo de angústia ou posse, por isso o materialismo. As tentativas de se livrar são diversas, há quem controle. Mas o bicho corrói por dentro, é fome também, dessa vez de miséria. Ela com fome de tesão por ele, eu como ela com olhos de miséria. Quanto mais tempo: o ócio é o ópio do ciúme. É o momento mais entediante da relação. Eu sabia que gostar de alguém tinha suas controvérsias. O amor é bom demais para somente amar. Quem carrega conflito é protagonista, já que a vida é filme ou música, ou literatura, porque vem da mímesis. O amor platônico que ninguém sabe definir senão o senso comum. Não vamos lutar contra o sistema, não. Vamos continuar fingindo que não temos ciúme porque é muito cool ser autossuficiente.

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