segunda-feira, julho 23, 2012

chocolate

Expectativas são o lixo da vida, bem sabem os sábios de todos os redundantes arquedutos de sabedoria. Enfim, mas eu as crio, como filhas e donzelas. E elas traem, como esperado por toda adolescente rebelde. Não esperar nada de nada me parece aptidão de budista. Outra vez tentei morder um chocolate esperando que tivesse gosto de cocô. Antes mesmo daquele pensamento, os papilos já sentiam a açúcar e a serotonina já estava subindo e fazendo sinapses. Expectativa é como ler sinopse. Frederico tenta fugir da vida prolixa e monótona que tem com sua esposa frígida. Cansado da rotina, foge com a bela empregada doméstica. Os dois se deparam em apuros quando encontram a ex-mulher de Frederico em situação nada conveniente. O filme, na verdade, conta a história de uma mulher, um gay e uma empregada dona de cabaret. Enquanto Fredeirco, gay, prepara sua fuga para o bordel comandado pela sua empregada; descobre que sua mulher é uma ninfomaníaca. Conheci uma vez uma menina, bem apessoada. De dez namorados, de dez expectativas, de desespero. Quem dirá um tenha gostado dela, mas só bem lá no fundo. Tão fundo que ela nunca sentiu nada. Melhor continuar comendo cocô...

2 comentários:

vitor disse...

tenho achado essa "Louca varrida que escreve esporadicamente nesse blog" bastante sentimental nos ultimos tempos. Ou vai ver é apenas minha impressão distorcida das coisas.

Toda panela tem sua tampa. Alimente a expectativa de achar a sua.E se não ocorrer, lembre-se que a tampa errada também faz um bom grude. E vamo que vamo! o/

Anônimo disse...
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