sexta-feira, dezembro 23, 2011

Angústia. Eu sei. As pessoas vão se tornando cada vez mais insensíveis. Das armalditas, digo, armadilhas. Ninguém mais sabe sentir ninguém. Nem tocar. Nem dizer coisas que estão com vontade, e não há mal em dizer. É o receio. São as armadilhas que foram colocadas uma por uma a cada choro, a cada vela. Não se pode confiar em ninguém, não é mesmo? Pois continua a confiar. Parece que finalmente o interesse de vida está morto, com perdão do paradoxo. Estamos no mundo para produzir. Dentro os afazares,inventar artifícios que nos afastam da única boa coisa: o amor. Ainda não desenvolvi armadilhas, só alguns defeitos, meio capengas. Servem de alerta, decerto. Tenho mesmo que aprender a ser só. Todos nós né? Vai que eu tô errada. Vai que não existe errado. Só outra maneira de ver. Então preciso encontrar pessoas com a mesma maneira de ver. E parar de insistir naqueles de olhos azuis. Vou insistir naqueles de olhos azuis.

2 comentários:

Carlos- literatura contemporânea disse...

Je vous fais confiance.

Bárbara Cabral disse...

merci! carlos, qui est?!