domingo, junho 05, 2011

Fumar faz mal

Trabalhava que nem máquina de carvão em uma metrópole de grande importância. Sentou na sargeta durante o único intervalo que tinha. Vestia um terno azul marinho petróleo bem alinhado com dois cigarros no bolso esquerdo. Outro homem se sentou ao seu lado, era o ambulante da esquina. Fumaram juntos. O primeiro fazia cálculos intermináveis na cabeça. De repente um branco. Esqueceu os números. Não conseguia mais pensar em nada. Desconfiou da pane cerebral. Sobrecarregado de agonias e expectativas. O conflito findou qualquer tipo de ligação entre os neurônios. A mente estava vazia. Não era possível e pouco provável pela ciência. Olhou para o cara ao lado.
- Mas o que há companheiro? Quer mais cigarro? O meu é de palha se o mestre não se importar...
Saiu correndo, pertubado.
Imagens entravam, o espectro e etc. Mas não havia interpretação de nada. Não lembrava mais a quem amou, ou o que fizera há dois instantes atrás. Mas o pior, o pior mesmo é que havia se esquecido dos números.
E no meio da cidade, um precipício.

Nenhum comentário: