segunda-feira, junho 27, 2011

Não posso

- Tenho hora. É domingo. Moro em Jaçanã, mas estou em Itapuã e já é noite. Que horas são? Cadê o relógio? E amanhã vou precisar de um desfibrilador às 15 horas. Não há tempo para uma cerveja, ou duas. Há tempo para partir apenas. Preciso ir. São duas da manhã de uma segunda-feira. E agora, duas horas, um minuto, dois segundos. Não é nada com você. Eu prometo. É só o amanhã me chamando
-Fica mais
-Não implora
-Mas fica. Tu nem sabe do amanhã. Carpe Diem!
-Você é ultrapassada.
-Sou retrógrada e feliz. Amanhã tem vez só amanhã
-Maluca
-Chato
-Vou alí achar um benhê que só dê importância para o amanhã quando for amanhã; nada mais lógico, não é? Inteligência me apetece.

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