sexta-feira, maio 13, 2011

laudo psiquiátrico

A pior coisa do mundo é ser incompreendida. Um dia você foi de um jeito e então será para sempre assim. O mundo precisa de rótulos, eu não. E por mais que você tente ser quem você é, ou pelo menos quem você quer ser, não vai adiantar. Sempre te tacharão como bem entender, como é mais conveniente por quem julga ou caracteriza. A autoconfiança não basta, por bem ou por mal somos resultado de opiniões alheias. Sem referência, quem sou eu? Sou ninguém. Preciso do mundo pra dizer quem eu sou.
Eu não sou quem o mundo diz quem eu sou. e agora?
Estou com essa sensação de "pior coisa da Terra". Eu não me basto. Eu não sou, eu estou. Tenho esse direito. A gente muda. As coisas mudam. Qual é o problema da mudança? As pessoas têm medo de que as coisas mudem. De que outras pessoas mudem. De que elas mesmas mudem. Cadê o referencial? Estou fazendo cada vez mais perguntas sem respostas, e temo que as últimas não existam,
Não sei dormir sem tomar uma xícara de desespero. E dessa vez nem as palavras em código binário resolvem.
Quem sou? Ou melhor, como estou? Eu estou para criar. Morri ontem e nasci hoje. Nova e incompreendida. Tenho que aprender a conviver com isso. É o mistério da vida. Eu não sou eu. Eu sou o que outros acham que eu sou. Sou eu só pra mim. E é o que deveria importar, mas preciso de referências. Do além já vem meus sentimentos, minhas certezas devem ter alguma explicação.
Quando os toques param, as lágrimas acompanham. A escrita compreende, e como.

Nenhum comentário: