sábado, maio 28, 2011

Anticético

Meu amor? Meu amor sempre foi medido por tesão.Em meus 27 anos, nunca tinha amado além dos seios, da bunda, do cheiro de mulher. Mas também nunca suportei burrice. Inteligência é atributo que contribui para o surgimento de tesão.
Eu amava sim. De uma forma ou outra. Eu amava o desejo. Eu amava o tesão por certas mulheres. Mas mulher em si? Jamais.
Desacreditava nessa coisa de amor. Sou fiel ao livre-arbítrio. E sentimento vem da cabeça, pelo que eu saiba. Sou filho dos céticos. Reneguei meus pais. Paguei a língua. Me apaixonei
Sem razão e motivo. Nutro um ódio profundo pelas situações que acontecem assim: por acaso. Aconteceu comigo. Me apaixonei. E foi por uma filha da puta. Ou talvez ela nem seja. Talvez ela seja só porque estou ainda apaixonado.
Agora fico com isso dentro de mim. Afoga. Asfixia. É tudo, menos ar. Estou apaixonado e já passei da adolescência. Não leio romances e nem assisto às novelas. Deixo o meu ceticismo de lado, começo a acreditar em feitiçaria. É mulher bruxa, só pode. Essa mulher me faz repensar valores intrínsecos a mim. Quero me livrar. Tento usar a tática mais antiga. Deito-me com outras. O tesão vem, mas não existe ar. Sinto a cabeça latente. Não quero tesão.Quero você, mulher.
Além do apaixonar, há o seu renegar. Constante. Cortante. Não sei como fazer. Não tem metodologia. Não tem bibliografia. Estou perdido. É como um abismo. Estou aflito. Imploro que salve-me, senão por paixão, por compaixão à espécie humana, aos meus genes, à minha futura prole.

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