domingo, abril 24, 2011

Voodoo

Às vezes a raiva é tamanha que bom mesmo era pegar uma faca e cortar cada pedacinho de pele. Que nem descascar cebola. As lágrimas são de ardência, não de dor.
Amor ao ser humano, pra quê? A babaquice é maior que o amor.
E ai de quem disser que nunca se imaginou matando alguém. Ou pelo menos torturando. Não é sadismo. É miséria d'alma. Admitam.
Eu, por exemplo, já devo ter sido morta algumas quinhentas e sessenta e nove vezes, incluindo feriados.
A faca é o cúmulo do romantismo para um assassino. Mas eu prefiro mesmo o voodoo. Não suja as mãos, prático, eficiente e móvel, e por último, porém não menos: meigo.
Que belezinha é furar um bonequinho de pano e sentir o sofrimento alheio. É paixão, sofrimento. Não é?
Orgasmo sádico vale mais do que o sexual.
Só de imaginar, a boca goza em sangue.

Um comentário:

Anônimo disse...

mandou bem garota.
Sempre me sinto assim
Assassina em potencial.