sábado, setembro 18, 2010

A saga frustrada por um evento gratuito em Brasília

Bernadete e Carola, duas moças muito bem apessoadas, bonitas de rosto e de bunda, mas não de bens financeiros, procuram toda noite o que fazer.
Não gostam de gastar dinheiro com festinhas à toa porque acreditam que isso é fácil de se fazer. Querem desafios, como toda e boa mulher de classe.
Para o deleite dos rapazes, as duas saem por aí, arrumadas e arrebitadas atrás de eventos gratuitos, vão a show caipira e também a coquetel chique.
Quinta-feira não foi diferente, Carol e Bê, para os ítimos, saíram. Missão I: Inauguração de loja. No mínimo uma boca livre com champanhe. Abortar tentativa. Só Coca-Cola e croquetes muito dos mal-feitos.
Plano 2: Coquetel de Prêmio da Comunicação. Precisa de convite? Não se sabe. É arriscar pra ver. Quem não arrisca, não petisca, já dizia a bisa. E nesse caso o ditado valia litaralmente, afinal, queriam petiscar, de preferência camarões.
Muy belas, chegaram no evento e deixaram a Ferrari vermelha com o manobrista, seu Joaquim, que ficou embasbacado tamanha a beleza do carro e das moças.
Carola entrou primeiro, com o nariz empinado. O segurança disse:
- O convite por favor, senhorita.
Convite pra que? A gente precisa de convite pra nascer?
Bernadete se encheu de vergonha e fingiu ter esquecido o convite em casa. Quase pediu pra chamar o dono da festa, pois bem, ela o conhecia.. Bernadete é muito influente em Brasília. Mas não quis incomodar e deixou o pobre coitado, o segurança, fazer seu trabalho. Não quis intimidá-lo, pegou Carola pelo braço e pediu a Ferrari de volta.
Depois do mal-entendido, as amigas foram jantar num restaurante caro e charmosíssimo, coisa de quem tem finésse. Pizzaria ao lado do boteco mas pé sujo de Brasília.
A noite terminou numa fatia de pizza de chocolate, quem precisa de caviar? Isso é tão clichê.

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